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Confira entrevista com Paulo Rogério Fernandez, diretor Executivo do Grupo Zeppini, que participou pela sexta vez da Feira Internacional da Mecânica em São Paulo.

Blog FE: Paulo, como você avalia a performance da Fundição Estrela durante a Feira da Mecânica?

Paulo Rogério: Foi muito positiva a experiência de divulgação institucional neste evento. O sucesso de público mostra que o mercado está aquecido e que vivemos um bom momento econômico. O resultou superou nossas expectativas

BFE: a Fundição Estrela participa pela sexta vez desse grande evento. O que mudou desde a primeira participação da companhia?

PR: Particularmente, comecei a participar da Feira Mecânica em 1998. A cada edição que passa o público é maior. Nós apostamos nesse grande evento pois ele atrai profissionais do setor de aquisição, das áreas de engenharia e desenvolvimento, que podem naquele momento nem estar em busca de uma empresa do ramo de fundição, entretanto utilizam tais serviços em suas empresas e acabam ali identificando uma alternativa para suas atividades. Por isso a Feira da Mecânica é muito positiva.

BFE: A Fundição Estrela está procurando oferecer produtos e serviços com alto valor agregado. Explique melhor esse conceito.

PR: A tendência no mercado é a redução da cadeia de abastecimento. Notamos isso em nossos clientes há cerca de oito anos. Por exemplo: era comum o cliente mandar fundir uma peça, que em seguida era enviada a uma segunda empresa para tratamento térmico, depois para outra ainda para usinagem, em alguns casos polimento, pintura e por ai a fora, numa imensa cadeia de produção que demanda uma grande força em termos logísticos. É muito complicado administrar todo esse processo. Por isso, nós oferecemos uma solução completa aos nossos clientes, horizonte que já enxergávamos há oito e que se faz cada vez mais presente no mercado. Estávamos caminhando na direção certa. Hoje a Fundição Estrela oferece soluções integrais aos seus clientes que pode iniciar desde o auxílio no projeto até a entrega de subconjuntos ou mesmo produtos completos.

BFE: O que esse novo posicionamento mudou na pauta de negócios da FE?

PR: Abrimos uma nova pauta de negócios internacionais, pois um cliente que antes dependia de uma operação onerosa feita em vários países, no mínimo iniciando em um determinado país e concluindo no de sua residência Pode agora contar com uma solução já mais elaborada. Recebendo seu componente ou mesmo produto mais avançado na cadeia de produção reduzindo assim seus esforços internos na logística de realização.

BFE: As empresas brasileiras caminham na mesma direção?

PR: Sem duvida, e isso por conta da complicada logística que é necessária para se trabalhar no Brasil. Nossa infra-estrutura é em algumas vezes desfavorável, lenta além da estrutura interna necessária para gerir toda essa cadeia de realização. A solução para isso passa por soluções “prontas” eliminando a necessidade de envolver diversos fornecedores de montagem, fundição, qualidade, transporte etc. Essa não é mais uma tendência trata-se de uma realidade no Brasil, no mundo todo.

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BFE: A FE anunciou a entrada no mercado de Micro Fusão. Como a empresa está pronta para atender estes novos clientes?

PR: As empresas nos reportaram uma grande demanda pela fundição obtida pelo processo de micro fusão, ou ainda como também é chamado “fundição de precisão”. Por isso investimos para responder às expectativas dos nossos clientes, que antes precisavam recorrer a essa tecnologia oferecida por um número reduzido de empresas ou mesmo fora do Brasil. Estamos assim, através desta tecnologia abrindo novas possibilidades aos nossos clientes. Inclusive a de migração entre processos. O elemento diferencial neste caso é que a FE oferece também a possibilidade de obter por meio deste processo, componentes em Metais Não-Ferrosos, o que é, neste momento, uma exclusividade de nossa empresa.

BFE: Como responder a demanda de cada cliente, que tem necessidades diferentes?

PR: Cada cliente tem sua história e sua necessidade. Nós estamos prontos para ouvi-la. Alguns clientes chegam até a nossa sede com um projeto desenhado sobre uma folha de papel, ou uma amostra. Nós, por meio de nossa Engenharia, em suporte aos nossos clientes, adequamos esse projeto a cada necessidade diferente. Também oferecemos vários outros serviços associados e customizados para cada um deles.

BFE: A Fundição Estrela também se aproximou do público estudante na Feira da Mecânica e inclusive já recebeu um grupo de alunos do SENAI. O que significa esse novo passo da empresa?

PR: O interesse dos estudantes por conhecer o mercado de trabalho é fantástico e fascinante para nós. Se fez presente durante a feira e recebemos novos contatos todos os dias. O projeto “Em busca do Conhecimento” é um diálogo com esses estudantes que em breve estarão no mercado de trabalho. Assim oferecemos uma troca de experiências que é valiosa para nós e seu resultado é imensurável.