Uma possível crise no setor energético brasileiro poderia ter conseqüências negativas para o setor industrial, em especial o setor de fundição, um dos grandes consumidores de energia no país. Mesmo após as declarações do novo ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, analistas concluem que o país precisa investir rapidamente em fontes energéticas para manter seu crescimento.

O setor de fundidos alimenta o crescimento da indústria de alta tecnologia como o mercado automotivo, que também demanda energia, e também teme efeitos de uma possível crise.

A nota abaixo foi publicada no site da Abifa (Assoc. Brasileira de Fundição)

Abifa - logo

Amparado em dados oficiais, mas com conclusões bem diferentes do discurso oficial, estudo da Abrace, associação de reúne grandes consumidores de energia, aponta déficit de energia de 1.743 MW já neste ano. O estudo trata da chamada energia firme, aquela que os geradores podem negociar em contratos. A dimensão do déficit em 2008 corresponde a mais da metade da potência da usina de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), que foi a leilão em dezembro.

A falta de energia suficiente para lastrear contratos de comercialização no mercado livre – ao qual recorrem indústrias, shoppings e hipermercados, por exemplo – deixaria os grandes consumidores mais expostos a preços muito elevados, até aqui o maior sinal de problemas na oferta.

Nesta semana, o preço definido pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para o mercado de curto prazo alcançou R$ 569,59 por MWh (megawatt-hora), o maior valor deste segundo semestre de 2001, época do apagão.